Depende de nós! Seja um voluntário e ajude a fazer um mundo melhor!


Ser voluntário significa estender a mão a alguém abandonado pelo Poder do Estado. Sempre que uma pessoa não consegue acesso às necessidades básicas para sua sobrevivência e de sua família, o Poder Público deve intervir para amparar seu cidadão até que ele consiga se reerguer e retomar o rumo de seu destino, por seus próprios meios.
Ocorre que, por motivos diversos, a maior parte da população não consegue sobreviver sem ajuda do Governo. Não se trata de uma situação provisória, em que alguém precisa de ajuda. É uma condição permanente da maioria das famílias brasileiras a necessidade de amparo estatal.
Daí o excesso de ações paternalistas do Estado que, entendo eu, ferem a dignidade do ser humano. 

E o que é ser digno? 

Foi no Google que encontrei a melhor definição de “dignidade”: qualidade moral que infunde respeito; consciência do próprio valor; honra, autoridade, nobreza.
Que valor possui o cidadão que não consegue nutrir as necessidades básicas para sua sobrevivência e de sua família? Honradez, de modo geral, reside na capacidade da pessoa em cumprir seus deveres de acordo com o papel que lhe é estabelecido na família, na comunidade, na sociedade.
Quando não cumprimos tal papel, perdemos muito de nossa autoridade, de nossa honra, de nosso valor. Assim, faz parte do projeto de recuperação da dignidade da pessoa humana a restauração de sua capacidade de sobrevivência, afastando-o ao máximo do paternalismo assistencial do Governo.

Como restaurar a dignidade da pessoa? 

É nessa linha que atuam muitos voluntários: capacitando pessoas a buscarem condições dignas de sobrevivência, dentre outros, por meio do acesso a informações (palestras), capacitando para o trabalho (cursos a baixo custo), amparando nas adversidades (alimentação, saúde, etc).
Mas pessoas sozinhas, trabalhando de graça, não conseguem ajudar muitas outras pessoas. Por isso, a necessidade de nos reunirmos com outros que tenham o mesmo ideal, a mesma vontade de ajudar, para que se consiga uma estrutura de atendimento e apoio.
E assim surgem as associações, as chamadas Ongs ou Organizações Não Governamentais, entidades particulares, sem fins lucrativos, que reúnem pessoas cheias de vontade de mudar o mundo pra melhor. 

Se é serviço voluntário e entidade sem fins lucrativos é tudo de graça? 

Importante ressaltar que os serviços prestados por voluntários e Ongs possuem custos que devem ser ressarcidos. São gastos com aluguel e estrutura de local de atendimento, compra de material para cursos e treinamentos, pagamento de profissionais e outros.
No caso das Ongs, não ter fins lucrativos significa que ela não pode remunerar o trabalho de seus diretores quando estes estiverem administrando a associação, caso não possuam dedicação exclusiva. Toda a renda obtida deve ser empregada na própria entidade ou nos serviços que ela presta.
Os voluntários, pertençam ou não a uma Ong, também não podem ser remunerados, mas podem receber uma ajuda de custo, para passagens, alimentação e material. As Ongs ainda podem contratar pessoas, como funcionários ou autônomos, e estes sim, devem receber pelo trabalho que realizarem, pois não são voluntários, mesmo exercendo uma função humanitária.
Por isso, em razão da necessidade de manter a associação, de comprar material e de remunerar alguns profissionais, as Ongs podem cobrar pelos serviços prestados.

No voluntariado a responsabilidade é menor?

Também vale lembrar que a responsabilidade do voluntário não diminui pelo fato de não ser remunerado pelo seu serviço. É necessário cumprir todas as regras estipuladas: horário de trabalho, periodicidade e os exatos termos da tarefa a ser desenvolvida, sob pena de aplicação das punições previstas no Termo de Adesão ao Serviço Voluntário, sem prejuízo das penalidades previstas em lei. 

Então, o voluntariado e as Ongs vão mudar o mundo? 

Como já falei, o voluntariado tem por objetivo mudar a realidade das pessoas, para melhor. Mas, mesmo que todas as entidades e pessoas dedicadas se reúnam, não serão capazes de fazer evoluir nossa sociedade se não encontrarem em nós terreno fértil que acolha a sementinha da mudança.
Sei que é clichê, batido, mas não há como dizer isso de outra forma. Para que haja mudança, é preciso querer, é preciso ter esta necessidade. Ainda que não se saiba como, a vontade de mudar tem que estar latente nas pessoas.
Por isso, costumo dizer que não, o voluntariado e as Ongs não vão mudar o mundo. Nós é que vamos fazer isso. Todos nós. Esse papel é nosso, não é exclusividade de quem faz algum trabalho humanitário. Se dentro de nossa casa conseguirmos instituir posturas éticas, já estaremos ajudando muito. Se conseguirmos nos organizar na comunidade onde moramos, trabalhando além da ética, a consciência social e/ou política, uau!, é grande passo.

Para um mundo melhor, é preciso acender a luz que pulsa em nós (mudança de postura) e iluminar (trabalho humanitário) quem ainda vive no escuro. 

Muita luz pra todos nós!

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Texto republicado com nova formatação



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